O seu mistério tem minh'alma desgraçada:
Um sempiterno amor, nascido num momento;
É sem esp'rança o mal, calá-lo em mim eu tento,
E aquela que o causou inda não sabe nada.
Eu tenho já passado ao pé da minha amada,
Nunca vi seu olhar formoso em mim atento...
Sem nada receber e nem ousar, eu, lento,
Na terra viverei co'a alma desolada.
E a diva, a quem Deus fez suave e enternecida,
Irá pelo caminho andando, distraída,
E este arrulho de amor ela não ouvirá.
Fiel ao seu dever, a minha amante bela
Dirá, lendo o soneto inspirado por ela:
— Esta mulher quem é? — e nada saberá.
Um sempiterno amor, nascido num momento;
É sem esp'rança o mal, calá-lo em mim eu tento,
E aquela que o causou inda não sabe nada.
Eu tenho já passado ao pé da minha amada,
Nunca vi seu olhar formoso em mim atento...
Sem nada receber e nem ousar, eu, lento,
Na terra viverei co'a alma desolada.
E a diva, a quem Deus fez suave e enternecida,
Irá pelo caminho andando, distraída,
E este arrulho de amor ela não ouvirá.
Fiel ao seu dever, a minha amante bela
Dirá, lendo o soneto inspirado por ela:
— Esta mulher quem é? — e nada saberá.
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