Je ne fay rien sans gayeté

Eu não faço nada sem alegria

Montaigne, Les Essais - Livre II, Chapitre 10.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

CANTIGA — D. João de Menezes

Pois minha triste ventura,
Nem meu mal não faz mudança,
Quem me vir ter esperança,
Cuide que é de mais tristura.

E pois vejo que em morrer
Levais gloria não pequena,
Antes não quero viver,
Que viverdes vós em pena.

Quero triste sepultura;
Quero fim sem mais tardança;
Pois nunca tive esperança.
Que não fosse de tristura.

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