Je ne fay rien sans gayeté

Eu não faço nada sem alegria

Montaigne, Les Essais - Livre II, Chapitre 10.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CHUVA — Po Chu-i

Desde que, forasteiro, moro na cidade de Hsun-yang,
Hora após hora a amarga chuva se derramou.
Por poucos dias o céu escuro clareou;
Num sono indiferente desperdicei muito tempo. 
O lago alargou até quase se unir ao céu;
As nuvens afundam até tocar a face da água. 
Além de minha cerca ouço a conversa dos barqueiros; 
No fim da rua ouço a canção do pescador. 
Pássaros nublados estão perdidos no ar amarelo; 
Velas enfunadas chutam as ondas brancas. 
Na frente de meu portão o caminho da carruagem e do cavalo
Numa única noite se transformou num leito de rio.

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