Je ne fay rien sans gayeté

Eu não faço nada sem alegria

Montaigne, Les Essais - Livre II, Chapitre 10.

domingo, 21 de dezembro de 2014

O PERFUME DA NOITE — Orfeu [Hino 2]

Eu te invoco, ó deusa que geras os deuses e os homens. A noite é o princípio de todas as coisas. Escuta-me, grande deusa, umas vezes velada pela obscuridade, outras coberta por um brilhante manto de estrelas. Amas os lugares habitados pelo sono silencioso e pela agradável preguiça; boa deusa que te comprazes nos festins, a mãe dos sonhos — inimigos de todas as inquietações — e do repouso, a mais tranquila de todas as coisas. Amiga de todos, precedida pelo crepúsculo, habitas alternadamente a terra e o céu; vens do Tártaro e retornas ao Orco caçando diante de ti a luz, pois as leis eternas das coisas a isso te obrigam irrevogavelmente. Sê presente a nossos cantos, ó venerável deusa amada por todos, escuta as humildes preces dos que te suplicam; deusa, vem a nós afugentando as imagens incertas do crepúsculo.

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