Amargo preço do poema,
as nove sílabas do verso;
uma de mais ou uma de menos
alçam-no ao ar ou o condenam.
Somos o xadrez de um rio,
o naipe sempre entre dois lumes;
caem as caras e as cruzes*
a cada curva do caminho.
Cai no verso a palavra,
na lembrança chove o pranto,
cai a noite, cai o pássaro,
tudo é queda amortecida.
Oh! liberdade de não ser livre,
lance de dados que desata
a sigilosa teia de aranha
de encruzilhadas e limites!
Como tua boca na maçã,
como minhas mãos em teus seios,
irá a mariposa ao fogo
para dançar sua última dança.
as nove sílabas do verso;
uma de mais ou uma de menos
alçam-no ao ar ou o condenam.
Somos o xadrez de um rio,
o naipe sempre entre dois lumes;
caem as caras e as cruzes*
a cada curva do caminho.
Cai no verso a palavra,
na lembrança chove o pranto,
cai a noite, cai o pássaro,
tudo é queda amortecida.
Oh! liberdade de não ser livre,
lance de dados que desata
a sigilosa teia de aranha
de encruzilhadas e limites!
Como tua boca na maçã,
como minhas mãos em teus seios,
irá a mariposa ao fogo
para dançar sua última dança.
* caras e cruzes — corresponde ao jogo de cara e coroa.
Uma tradução em prosa, apenas imitando as linhas dos versos originais.
Uma tradução em prosa, apenas imitando as linhas dos versos originais.
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