Je ne fay rien sans gayeté

Eu não faço nada sem alegria

Montaigne, Les Essais - Livre II, Chapitre 10.

domingo, 14 de dezembro de 2014

É TÃO GENTIL E TÃO HONESTO O AR — Dante

É tão gentil e tão honesto o ar
Da minha Dama, sempre que aparece
E a outrem saúda, que ante ela emudece
Toda língua, e ninguém ousa falar.

Ela se vai sentindo-se louvar,
Vestida de humildade, e até parece
Coisa que lá do Céu à terra desce
A fim de a todos maravilhar.

Mostra-se tão graciosa a quem a mira,
Que nos filtra através do olhar no seio,
Um dulçor que só entende quem o prova.

Parece que do seu lábio se mova
Um suspiro suave, de amor cheio,
Que vai dizendo a toda alma: suspira.

Tradução de Arduíno Bolivar.

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