Je ne fay rien sans gayeté

Eu não faço nada sem alegria

Montaigne, Les Essais - Livre II, Chapitre 10.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

CANÇÕES DOS CANIÇOS 1 — Nikolaus Lenau

Lá longe o sol está partindo,
cansado o dia foi dormir.
Salgueiros chorões, entrelaçando-se,
tocam a lagoa, tão imóvel, tão funda.
De meu amor tenho que me separar:
Fluam, minhas lágrimas, e Boa viagem!
Tristemente soam as ondulações dos salgueiros,
e os caniços tremulam sob os ventos.
Em minha profunda e silenciosa aflição,
tu, distância, refulge humilde desde longe,
como, através da trama dos caniços e dos salgueiros,
luminosa brilha a estrela da noite.

Nenhum comentário:

Postar um comentário