Imagine que um dedo de seu pé direito está infectado e tem uma ferida com uma inflamação. Aos poucos, essa inflamação se espalha pelo tornozelo, sobe até o joelho e chega à cintura. A mesma coisa acontece com sua outra perna. Progressivamente, a doença se estende da cintura à barriga, sobe pelo peito e e aos poucos atinge o pescoço e a cabeça. O seu corpo inteiro será destruído e só restará um esqueleto branco. Olhe esse esqueleto branco, parte por parte, cuidadosamente, com vagar e atenção. Pergunte a si mesmo: "Quem é esse esqueleto branco? Quem é a pessoa que olha esse esqueleto branco?" Separe sua existência real e absoluta do corpo e olhe as duas coisas como sendo diferentes. Então, aos poucos você verá o esqueleto branco distanciar-se de seu corpo, até ficar a quilômetros de distância. Você sentirá que esse esqueleto branco não lhe pertence de modo algum. Mantenha essa imagem na mente e pense em sua existência real e absoluta como sendo diferente da estrutura física e corpórea. Você pegou essa estrutura física e corpórea por empréstimo, para viver nela como hóspede; não pense que ela vai durar para sempre. Desse maneira, pode-se encarar a vida e a morte como a mesma entidade.
Lembre-se: é para esse esqueleto branco que você trabalha, em todos os sentidos, todas as horas de sua vida.
Lembre-se: é para esse esqueleto branco que você trabalha, em todos os sentidos, todas as horas de sua vida.
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