Rosa Pierre de Ronsard, criada por Francis Meilland.
A CASSANDRA
Linda, vamos ver se a rosa
Que esta manhã abriu
Sua veste púrpura ao sol,
Não perdeu no entardecer
As dobras da veste púrpura,
E seu matiz ao vosso igual.
Ah! vede como em pouco tempo,
Ela por todo lado, Linda,
As belezas deixou cair!
Ó Natureza, cruel madrasta,
Pois que uma tal flor não dura
Senão da manhã à tarde!
Se, então, me credes, Linda,
Enquanto vossa idade floresce
Em sua mais fresca novidade,
Colhei, colhei vossa mocidade:
Como a essa flor a velhice
Fará murchar vossa beleza.
Linda, vamos ver se a rosa
Que esta manhã abriu
Sua veste púrpura ao sol,
Não perdeu no entardecer
As dobras da veste púrpura,
E seu matiz ao vosso igual.
Ah! vede como em pouco tempo,
Ela por todo lado, Linda,
As belezas deixou cair!
Ó Natureza, cruel madrasta,
Pois que uma tal flor não dura
Senão da manhã à tarde!
Se, então, me credes, Linda,
Enquanto vossa idade floresce
Em sua mais fresca novidade,
Colhei, colhei vossa mocidade:
Como a essa flor a velhice
Fará murchar vossa beleza.
Ronsard, Odes, I, 17
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