Formosa, qual pincel em tela fina
Debuxar jamais pôde, ou nunca ousara;
Formosa, qual jamais desabrochara
Na primavera a rosa purpurina...
Formosa, qual se a própria mão divina
Lhe alinhara o contorno e a forma rara;
Formosa, qual no céu jamais brilhara
Astro gentil, estrela peregrina;
Formosa, qual se a natureza, e a arte,
Dando as mãos em seus dons e em seus lavores,
Jamais pôde imitar no todo ou parte;
Mulher celeste, ó anjo de primores!
Quem pôde ver-te, sem querer amar-te?
Quem pôde amar-te, sem morrer de amores?!
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